Resumo de Propostas
Educação –
Escola Integral com Território e Cultura
Ampliar a educação em tempo integral
com integração a cultura e território.
- Inserir
oficinas de artes, cultura popular e tecnologia nos currículos.
- Parcerias
com equipamentos culturais e universidades (ex: Redenção/UNILAB).
- Interior:
polos educacionais regionais para reduzir deslocamentos.
- Fortaleza:
expansão em áreas de maior vulnerabilidade social.
Saúde - Regionalização da Saúde Mental
Expandir a rede de CAPS e serviços de saúde
mental, com atenção especial ao interior.
- Implantação
de CAPS regionais em cidades-polo
- Equipes
itinerantes para municípios menores
- Integração
com atenção básica e escolas.
Trabalho e Renda – Economia Solidária e
Arranjos Locais
Criar um programa estadual de fomento à
economia solidária e aos arranjos produtivos locais (APLs).
- Apoio
à agricultura familiar
- Incentivo
ao turismo cultural e de serra
- Redes
de comercialização em Fortaleza para escoamento da produção do interior.
- Microcrédito
e assistência técnica.
Juventude – Permanência e Primeiro Trabalho
Programa estadual de bolsas de permanência
e inserção produtiva juvenil.
- Parcerias
com escolas técnicas e universidades.
- Estímulo
ao primeiro emprego e estágios no serviço público e privado.
- Interiorização
de oportunidades para reduzir migração forçada para Fortaleza.
Mobilidade e Integração Regional
Fortalecer a integração entre capital e
interior.
- Ampliação
de linhas intermunicipais com tarifas acessíveis.
- Investimento
em infraestrutura viária para regiões
- Integração
com transporte metropolitano em Fortaleza.
- Ampliação
do VLT para mais bairros de fortaleza e do metrõ para o Eusébio e Aquiraz.
Meio Ambiente – Água, Território e
Sustentabilidade
Política estadual de proteção hídrica e
convivência com o semiárido.
- Recuperação
de nascentes e açudes
- Incentivo
à agroecologia e tecnologias sociais (cisternas, reuso de água).
- Educação
ambiental nas escolas e comunidades.
Segurança e Prevenção – Territórios de Paz
Programa integrado de prevenção à violência
com foco territorial.
- Investimento
em cultura, esporte e educação nas periferias de Fortaleza e no
interior
- Núcleos
comunitários de mediação de conflitos no interior.
- Formação
continuada das forças de segurança com base em direitos humanos.
Uma proposta de novo equipamento cultural para
o Brasil contemporâneo
Eu imagino um equipamento cultural que não
seja apenas um prédio onde as pessoas “consomem cultura”, mas um espaço vivo de
produção de vínculos, memória, cuidado coletivo e criação política. Um lugar
onde arte, ciência, saúde mental, tecnologia, tradição popular e participação
comunitária coexistam sem hierarquias rígidas.
Chamaria esse espaço de Casa das Travessias.
Não seria exatamente:
- um
centro cultural tradicional;
- uma
biblioteca comum;
- um
museu;
- um
teatro;
- um
CAPS;
- uma
escola;
- um
coworking;
- nem um
laboratório tecnológico.
Seria tudo isso atravessado por outra lógica:
a da convivência cultural como direito social.
O que
seria a Casa das Travessias?
Um equipamento híbrido, comunitário e
público-comunitário, voltado para:
- produção
cultural;
- saúde
emocional coletiva;
- memória
territorial;
- formação
política;
- economia
solidária;
- experimentação
artística;
- tecnologias
sociais;
- inclusão
digital;
- convivência
intergeracional.
Ela funcionaria como uma mistura entre:
- centro
cultural,
- universidade
popular,
- laboratório
cidadão,
- espaço
terapêutico coletivo,
- incubadora
criativa,
- praça
pública coberta.
·
Criação da Rede Estadual de Polos Criativos
Territoriais, articulando Estado, municípios, Governo Federal,
universidades, Sistema S, coletivos culturais e iniciativa privada regulada.
Objetivo
Reconhecer as bibliotecas comunitárias como
equipamentos culturais e educacionais estratégicos para o desenvolvimento
social, cultural e humano dos bairros periféricos, comunidades rurais,
quilombolas, indígenas e assentamentos.
Principais
propostas
1. Lei
Estadual de Reconhecimento das Bibliotecas Comunitárias
Criar um cadastro estadual das bibliotecas
comunitárias, garantindo reconhecimento oficial e acesso a editais específicos.
Muitas bibliotecas funcionam hoje graças ao
esforço voluntário de moradores, educadores e coletivos culturais, mas sem
apoio permanente do poder público.
2. Fundo
Estadual de Apoio às Bibliotecas Comunitárias
Destinar recursos anuais para:
- Compra
de livros
- Equipamentos
de informática
- Mobiliário
- Internet
gratuita
- Pequenas
reformas
- Acessibilidade
para pessoas com deficiência
3. Bolsa
Agente de Leitura Comunitária
Criar bolsas para jovens, educadores populares
e mediadores de leitura atuarem nas bibliotecas comunitárias.
Além de incentivar a leitura, a proposta gera
trabalho e renda para a juventude.
4.
Bibliotecas Comunitárias como Centros de Cultura
Transformar esses espaços em polos culturais
capazes de oferecer:
- Clubes
de leitura
- Contação
de histórias
- Cineclubes
- Saraus
- Oficinas
de escrita
- Aulas
de reforço escolar
- Cursos
de informática
- Formação
cidadã
5. Rede
Estadual de Bibliotecas Comunitárias
Criar uma rede articulando bibliotecas de
Fortaleza e do interior.
Essa rede permitiria:
- Troca
de acervos
- Formação
de mediadores
- Eventos
conjuntos
- Feiras
literárias itinerantes
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