Trilhos para o Futuro: por que defendo um Ceará conectado por metrôs, VLTs e trens
Sempre fui apaixonado por trens. Talvez porque os trilhos carreguem algo que o automóvel individual nunca conseguiu me transmitir: a ideia de coletividade. Um trem não serve apenas para transportar pessoas. Ele conecta vidas, democratiza cidades, reorganiza economias, aproxima culturas e reduz desigualdades territoriais. Por isso, sempre defendi a ampliação do metrô, dos VLTs e das ferrovias no Ceará. E não falo apenas como alguém encantado pela engenharia ferroviária. Falo como alguém que observa diariamente o sofrimento urbano produzido por um modelo de mobilidade baseado quase exclusivamente em ônibus superlotados, motocicletas precarizadas e carros individuais que transformam Fortaleza numa máquina de engarrafamentos, poluição e exaustão emocional. Eu sonho, e considero plenamente possível, uma Região Metropolitana de Fortaleza integrada por metrôs e VLTs modernos, acessíveis e eficientes. Uma rede que ligue o Centro ao Papicu, Messejana, Siqueira, Conjunto Ceará, Paranga...